Meu avô sempre me incentivou à leitura, principalmente quando a filha da nossa vizinha, dona Olga, foi morar no pátio com os filhos adotivos. A casa dos fundos era ao lado da nossa e em pouco tempo eu era frequentadora assídua da casa da Lídia. A filha do meio dela era mais nova que eu, mas adorava brincar com ela. Se chamava Dilca e, assim como os outros dois, era filha adotiva. Ela tinha um monte de brinquedos e uma sala repleta de livros. Sala que hoje é meu sonho ter na minha futura casa.
Toda a semana ela me emprestava dois livros para ler. Eu esperava anciosa terminar aqueles para pegar os próximos, e ainda nem sabia ler direito, estava recém aprendendo com a Rosângela, minha vizinha que tinha feito magistério mas que lecionava só pra mim.
Até hoje aquelas tardes em que ficava lendo os livros da Lídia se refletem em mim. Sou uma leitora assídua, leio de tudo, de Stephenie Meyer a Dostoiévski, e este é o único sentido de minha vida em que sou totalmente satisfeita.


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