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domingo, 18 de dezembro de 2011

Pílulas.

Postado por Gysaaa_ às 19:57
As palavras ferem; as palavras vivem; tecem segredos; seduzem a alma; desnudam a verdade; mascaram a mentira; sim, algumas palavras revelam o passado; encobrem o futuro; provocam o ciúme; declaram o amor; gritam insanidades; rezam com fé palavras de oração; inspiradas cantam palavras de uma canção; tantas benditas; todas elas ditas; fritas ou cozidas; há as traiçoeiras; outras fiéis; companheiras; valerá um poema se não existirem?; algumas poucas palavras?

Então um dia, num lugar assim, nasceu uma menina que mudou o mundo...”


Retirei esta frase do livro Thiago de Moraes Gonzaga – histórias de uma vida urgente, onde conta a história do garoto que deu origem à fundação que conscientiza os jovens a não misturarem bebida com direção e que leva seu nome, da qual sou voluntária. Embora não tenha uma história como a do Thiago e a importância que ele representa (mais uma vítima da inconsequência juvenil), eu acho que mudei “alguns mundos” sim, a começar pelo de meus pais.
Minha estréia neste mundo se deu no dia 15 de fevereiro de 1986, numa cidade do interior gaucho chamada Santa Rosa (sim, a “terra” da Xuxa – passei minha vida inteira ouvindo isso... afff). Mas em seguida meus pais voltaram para Porto Alegre, que até hoje é meu lar e que considero a melhor cidade do mundo (bem dizem que os gaúchos são ufanistas!!!)!
Minha mãe tinha 25 anos e meu pai também(eu acho), e desta época não tenho muitas recordações, mas sei que até meus 5 anos(idade com que começamos a lembrar mais nitidamente dos fatos) nos mudávamos muito, o que devia ser muito cansativo – mais para minha mãe do que para mim!, e tenho breves flashs de memória onde vejo um casal brigando e objetos voando, mas nada claro demais... Deus foi sábio quando resolveu que as crianças começariam a armazenar memórias após os 5, 6 anos. Alguns eventos antes disso podem ser traumáticos!
O que importa é que logo eles se separaram e fui morar na casa do meu avô, com minha mãe. Bem, meus avós (nossa, que saudade!) cuidaram de mim para que minha mãe voltasse a estudar e assim assumiram minha instrução. Souberam me educar como ninguém, hoje sou muito grata pela boa educação que me deram. Minha avó era um pouquinho – só um pouquinho- histérica... adorava gritar e puxar minhas orelhas. Hoje isso me é motivo de boas lembranças, quase cômicas. Enfermeira aposentada continuava em exercício, acredito que por amor ao próximo. Veio a falecer justamente no hospital onde dedicou a maior parte de sua vida (desde os 14 anos), e de onde só parou de frequentar como auxiliar de enfermagem para estar como paciente, vítima de câncer de mama. Meu avô era um ser fora do normal. Era a educação e descrição em pessoa. Nunca me chamava a atenção na frente de visitas e não me recordo de um tapa ou puxão de orelha que tenha vindo dele. Sua maneira de educar era através das palavras. “Conversando a gente se entende”, ele dizia. Sou exatamente como ele. Era uma pessoa extremamente querida pelos vizinhos, muito prestativo, pau-pra-toda-obra. Tinha um fusca com que sempre colaborava quando o assunto era hospital ou colégio, e como policial aposentado impunha certo respeito. Ambos são, até hoje, meu exemplo como ser humano. Faz-se desnecessário mais comentários...

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