As Namoradas do Meu Pai; Os namorados da Minha Mãe. | A Little About Me.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

As Namoradas do Meu Pai; Os namorados da Minha Mãe.

Postado por Gysaaa_ às 08:04

Nunca tive muito problema com esta questão, apesar de descobrir que após a separação os pais têm que aproveitar todo o tempo perdido durante o casamento. Ou não. Bem, os meus queriam...
Nunca soube quem foi o mais pegador naquela época, acho que dava empate técnico, mas sempre tive orgulho de saber que eles confiavam em mim a ponto de me apresentarem todos os seus novos relacionamentos (dizem eles). O problema era na hora que precisava deletar um nome e substituí-lo por outro, o que acontecia de tempos em tempos, tipo, a cada semana ou no máximo 1 mês (tá, brincadeira, mãe.)
Os namors da minha mãe sempre foram gente fina, exceto um tal “kinder-ovo”(não me pergunte porque este apelido) que não fedia e não cheirava. Os que mais gostei foram o Alexis, que além de ter sido muito legal pra mim tinha uma filha que era um pouco mais nova que eu e com quem eu adorava brincar (encontrei ela novamente quando estava na 7ª série, estudávamos no mesmo colégio – a vida é feita mesmo de encontros e desencontros sem fim), a Daiane. Adorava toda a familia dele, com quem tínhamos frequente contato. Fiquei bem triste quando eles romperam, mas tudo bem, criança se acostuma rápido... o outro com quem me dei muito bem era o César, foi o 3º marido de minha (que é que tem? Minha mãe gosta de viver intensamente...!) e seu primeiro namorado na época do colégio. Se reencontraram 24 anos depois, graças a ajuda de um ex-namorado meu que o procurou a pedido dela. Tinha tudo para ser um conto-de-fadas, mas minha mãe não é o possamos chamar de uma pessoa fácil e o jeito quietão do César não ajudou. Ela diz que ele traiu ela, ele jura que não. A verdade é que por ela achar que estava sendo traída, traiu ele com aquele que viria a ser seu último marido – até o momento- e que com certeza detesto muito mais que qualquer um, até mais que o senhor Nilton, que foi o 2° marido dela e que achava não haver pessoa pior no mundo. Mas há. E o nome dele é Leonardo. Um psicopata. Sargento aposentado, ameaçava ela de morte todos os dias com o maldito revólver dele, ofendia com palavras e agredia moralmente. Nesta época eu me encomodei muito, e faz apenas alguns poucos meses que nos livramos deste monstro – só não posso contar onde escondemos o corpo (brincadeira!). As vezes tenho a impressão de que ela ainda gosta dele, e sinto muita raiva, mas tento ser compreensiva e sendo mulher sei que costumamos agir mais pela emoção do que pela razão, apesar de que é dificil entender este caso... mas enfim, falei demais desse assunto que nem deveria render história...
Claro, não posso esquecer do seu Nilton, mais conhecido entre os meus como “o véio”. Alvo de meus espraguejos e ódio contido na minha pré-adolescência, ele ao menos tinha algo de bom para me oferecer, apesar de ser grosso e eu ter preferido nunca conhecê-lo: a Rose, de quem falarei muuuuuito durante esta história. A filha do meio dele, 4 anos mais velha que eu, foi a peça mais importante de muitos casos que aqui serão relatados (nossa, essa frase tem um quê daquele extinto programa da glob o “linha direta”. Vai dizer!?), e é testemunha chave de muitas situações, algumas cômicas, outras nem tanto (como a minha depressão aos 13 anos), mas sempre importante o suficiente para que eu a chame de irmã pro resto da minha vida! Que embora não de sangue, de coração, e esse laço sim é o que mais importa!
De meu pai não tenho muito a falar. Só teve 3 namoradas que me marcaram. Uma garotinha podreira chamada Karen, que comia meus danoninhos e tinha ciume de mim (eu tinha pouco mais de 5 anos!), a Giane (será esse mesmo o nome? Não lembro bem, vou ter que perguntar pra ele...) que era uma mulher muito legal mas que durou apenas um piscar de olhos e a Eliane, esposa dele hoje e mãe dos meus dois irmãos, um deles de 14 anos e que é especialmente parecido comigo quando o assunto é sentimento! (recado: Júnior, vai na manha pra ti não ter que amadurecer na marra como eu e não sofrer cedo demais, também como eu...).
A Eliane me tratava como filha, foi ela quem me explicou, com a maior paciência do mundo, sobre sexo, menstruação e homens. Bem, a parte dos homens eu ainda não entendi muito bem, mas aos 8 anos era expert em sexualidade e suas atribuições. Mazááááá!!! Mais detalhes se fazem desnecessários sobre a “Nany”, já que ela fará parte de toda esta história também. 

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