Sister Rose | A Little About Me.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Sister Rose

Postado por Gysaaa_ às 08:07

Quase no meio daquele ano de 1997, conheci uma pessoinha que foi, para dizer o mínimo, uma das mais importantes na minha vida. E ainda é, embora já não a veja com tanta frequência (p.s: que raio! Agora com essa tal de reforma ortográfica nunca sei se ponho ou não trema e acento onde não precisa mais! Sei lá se já me adapto ou espero até 2012...)...
Minha mãe começou um rolo com um “senhor” chamado Nílton, amigo de nossos vizinhos e que de uns tempos para alí começou a visitá-los quase toda a semana... pois bem, minha mãe em seguida me disse que estava de namorico com ele, 20 anos mais velho e viúvo a seis meses. Mas deixou claro que ele tinha uma filha de 15 anos que ainda não poderia saber disso, então se viéssemos a ficar amigas, não era para eu abrir a boca.
Pois bem, conheci a Rose em uma linda tarde em que eu usava um belíssimo short verde-limão (o que mais tarde ela me confessou ter deixado-a com a impressão de que eu era uma retardada! A partir daí comecei a pensar que de repente meus colegas até tivessem motivos para rir de mim...)! hihi... mesmo me achando uma “looser” ela me tratou tri bem e eu simplesmente fiquei nas nuvens (fazia tanto tempo que ninguém do meu meio escolar me tratava bem...).
Adorei ela desde o início e contava os dias para que chegasse o fim de semana e eu pudesse vê-la de novo. Ela também se dava muito bem com a Deize, filha dos tais vizinhos que o seu Nílton era amigo, o que me dava uma sensação muito ruim – que mais tarde vim a descobrir se chamar “ciúme”. Mas também gostava da Deize e elas começaram a me levar para dar voltas com elas na rua.
Enquanto isso, minha mãe e o pai dela estavam cada vez mais “atracados”, só ela não percebia. Uma vez estávamos na casa da Tereza, minha antiga vizinha que era tri bagaceira e todo mundo da rua vivia na casa dela bebendo e brincando, enquanto os demais faziam um churrasco na casa do pai da Deize (até meus avós estavam lá), quando falei pra Rose que queria ir em casa pegar algo (não lembro mais o que era né, faz 12 anos!). Quando ela se virou, a Tereza me alertou que minha mãe e o pai dela estavam lá! Putz! Tentei voltar atrás, falei que não era urgente, mas ela disse que era pra gente ir logo. Quando estávamos no meio do pátio, apareceram os dois bem abraçados e ficaram com aquela cara de tacho! A Rose ficou surpresa, claro! Tinha acabado de perder a mãe, e o pai já saracoteando de novo, é compreensível...
Ela ficou de cara um tempo, mas durou pouco, acho que ela gostava da minha mãe. No fim eu fiquei tri faceira de poder dizer pra todo mundo que ela era minha irmã! Nos dávamos suuuuper bem...
Não demorou muito, minha mãe foi morar na casa deles, na Lomba do Pinheiro. Fiquei com os meus avós, mas ia pra lá de vez em quando. Dormia no quarto dela e foi aí que peguei uma mania que me acompanhou por muito tempo depois: ouvir o Love Songs e o Pega Leve, programas da rádio cidade. O primeiro tocava músicas de amor, dava recados de pessoas apaixonadas (e descornadas, categoria em que eu participei 3 anos após), contava histórias românticas e tal, e o segundo tocava músicas antigas e suaves toda a madrugada.
Fui passar lá minhas férias de verão. Era show! A Ro e eu conversávamos até alta madrugada e ela enchia meus cabelos de bobs!
Passamos o Natal com meus avós e seguimos para lá. No dia seguinte, à tarde, recebemos um telefonema que mudaria radicalmente minha vida, tão tranquila até então...

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