2011 | A Little About Me.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

A Segunda Perda

Postado por Gysaaa_ às 08:19 0 comentários

Dormia no quarto dos meus avós, numa cama de solteiro ao lado da deles (agora sem ele). Uma madrugada me acordei com minha mãe e minha vó acordadas ao pé da cama. Ao que me pareceu inicialmente, minha avó estava com dor e minha mãe ao lado dela tentava compreender e convecê-la a ir ao hospital.
Naquela manhã minha avó foi para o hospital onde trabalhava e não voltou mais para casa. Mas antes tivesse sido tão rápido assim. No começo os médicos não detectaram o que ela tinha, minha mãe achava que era pontada ou algo assim. Mas descobriram então que era câncer, de mama no início, mas que àquela altura já havia se espalhado por todo o corpo. E minha avó sabia disso. Ela havia feito o exame já a algum tempo e deu fim nos resultados sem dizer uma palavra. Decidiu que morreria assim que a doença quisesse sem se importar se a filha dela ou sua neta vissem ela morrendo aos poucos. E foi o que aconteceu: primeiro perdeu a visão, em seguida a audição, depois a voz, o tato e os demais sentidos. Só o que sentia era dor, até que uma manhã veio a falecer. Tudo isso durou 22 dias. Pouco para quem já devia estar doente a tanto tempo, mas muito para a familia que vê sua matriarca se deteriorando de pouquinho em pouquinho...
Naquele dia cheguei do colégio e minha mãe me deu a noticia entre lágrimas, apesar de parecer conformada. Eu também me conformei, embora não com facilidade, mas quando tudo o que a pessoa que a gente ama sente é dor quando não está sedada, a morte parece ser um descanso para todo esse sofrimento...
Ficamos então definitivamente no sítio. Perdi meus avós com uma diferença de 3 meses e de repente uma nova vida se descortinava na minha frente. Tivemos muito apoio dos parentes, poucos mas importantíssimos para aquele momento. Minha mãe resolveu reformar a casa para abrigar uma familia maior – pelo menos mais um quarto era necessário, mas tudo acabou ficando mais amplo – mas depois das obras e daquela função que até deixava a casa com ar mais descontraído, a casa se tornou espaçosa demais – e mais “fria”, talvez....

Mudanças

Postado por Gysaaa_ às 08:09 0 comentários

Os dias iam passando e as coisas se acalmando, embora com dificuldade... minha avó não queria ficar sozinha no sítio e pediu para minha mãe e o seu Nilton fazerem uma casa ali para ficarmos com ela. Fiquei sabendo então como exatamente meu avô faleceu : ele estava capinando a grama da frente e de repente se sentiu ruim. Disse pro tio Zé (marido da Tereza) que ia se deitar um pouquinho e se aquietou no sofá-cama da varanda. Quando minha avó chegou estranhou ele estar “dormindo” aquela hora, pois sempre a esperava no portão com o chimarrão pronto. Foi quando tentou acordá-lo e não conseguiu.
Disseram que ele morreu de tristeza, por achar que eu ia ir morar com minha mãe. Não sei se é verdade, até acho que é pura dramatização dos fatos, mas será que se eu tivesse em casa eu teria conseguido fazer algo, teria conseguido pelo menos alguém para ajudar a levá-lo ao médico a tempo? ...
Fomos então morar no sítio. Minha mãe me tirou do STJ e me matriculou no colégio que ela própria havia estudado no ensino fundamental, o Pacheco Prates. Como havia repetido, ia fazer novamente a 5ª série, mas estava empolgada.
A Rose e eu estávamos cada vez mais próximas e foi ela quem começou a dar palpite nas roupas que minha mãe me dava. Comecei a virar uma menina “de verdade”, quase fiquei vaidosa... meus 12 anos marcaram uma nova etapa em minha vida: comecei a me interessar por poesia e meninos de forma não tão infantil, platônico ainda, mas menos ingênua...
A Ariane, minha prima que morava no Rincão (bem próximo da minha casa) começou a frequentar o sítio junto com seus pais, o que distraía um pouco minha mãe e minha avó.
Eventualmente ouvia minha avó chingar a memória do meu avô, dizendo coisas que eu não entendia, mas que mesmo para minha pouca idade me parecia carregado de ressentimento. Anos depois vim a saber que meu avô mantinha outra familia, inclusive com uma filha que regulava de idade com minha mãe... fiquei chocada sim, mas o que ele fez não borrou muito a imagem dele comigo, pois apesar de entender que ele foi desleal com minha avó – que não merecia- , ele foi um ótimo avô para mim e eu não sou ninguém para julgar as atitudes dos outros.
Estava já 3ª ou 4ªsemana de aula quando um novo acontecimento abalou ainda mais o que restou de minha família grande e feliz (para os meus padrões): dessa vez foi minha avó que resolveu nos deixar...

Primeira Grande Perda

Postado por Gysaaa_ às 08:08 0 comentários

Meu avô estava “passando mau” e voamos para lá. Quando chegamos, percebi que havia gente demais para alguém que aparentemente apenas “passava mau” e então comecei a entender. Já desci do carro do seu Nilton chorando, acompanhada pela minha mãe e logo o Christian (nosso vizinho lindo e loiro, dono de maravilhosos olhos azuis e por quem vim a me “deslumbrar” no ano seguinte) veio me abraçando. Não teria melhor resposta para minhas perguntas, né? Não quis entrar em casa, mas foi inútil porque assim que bati os olhos nas pessoas que rodeavam a entrada de casa vi o corpo do meu vô sendo trazido para dentro de um carro. Lembro até hoje de seus pés, pálidos e imóveis, a única coisa que consegui enxergar, porque a Rose estava abraçada em mim e me tapava parcialmente a visão.
Mais doloroso que isso foi ver minha vózinha, em pânico e totalmente descontrolada, logo ela que era tão acostumada a ver isso todos os dias no hospital e que tinha um jeitão que parecia ser capaz de se controlar mais que qualquer um ali... isso acabou comigo!
Depois soube que levaram ele para o hospital, porque minha avó aplicou vários métodos de ressussitação e conseguira um tímido sinal do coração. Mas não era nada, e quando eles voltaram mais tarde foi só para dizer que o velório seria no dia seguinte.
Aquela foi uma noite bem longa... não conseguia chorar, na verdade nem conseguia realmente assimilar a gravidade da situação. Acabara de perder a pessoa que era um pai para mim e não me tocava disso! Estava aparentemente anestesiada, sem noção das coisas... apenas me agarrei na Harpa Cristã e na Bíblia dele e assim fiquei por muito tempo, nem sei quanto, sentada no escuro na mesma sala em que provavelmente ainda naquela manhã ele havia orado - meu avô levantava pontualmente ás 6h, todos os dias, e antes de qualquer coisa se ajoelhava ali na sala e orava por muitos minutos, dizia ele que para agradecer por cada dia proporcionado e para dizer que estava preparado no caso de um dia não poder mais acordar...
Foi a Rose quem me tirou dali e me levou pro ar da madrugada, e no caminho entre a casa e o portão me falou de um livro muito bom chamado “ Violetas na Janela”, que explica para onde vamos depois que morremos e que é contada por uma menina que morre aos 19 anos de idade. Disse que depois que a poeira baixasse me emprestaria o livro para eu poder entender que a morte não é necessariamente o fim, mas sim o começo de uma nova vida, até melhor do que esta.
Minha mãe estava alheia a mim e a todos. Não a condeno, claro que compreendo que ela estava envolvida com muitas outras tarefas, como organizar a papelada para o enterro, acalmar minha avó e controlar a si mesma. Mas fiquei triste no dia seguinte, quando em pleno velório ela me disse que eu não havia chorado por pensar que iria ganhar uma herança. Nossa, aquilo me magoou muito, nunca havia pensado em ganhar nada, e hoje acredito que a maior herança que meu avô poderia me deixar ele deixou, foi minha educação. De qualquer jeito, muita gente deve ter estranhado o fato de eu não ter me emocionado, e sinceramente acho que foi melhor assim, porque depois de muitos outros livros espiritas após “Violetas na Janela” sei que o espirito precisa de paz para seguir seu caminho, se eu também estivesse tendo um troço, certamente embaçaria o atalho para sua nova vida... as vezes me pergunto se algum dia ele imaginou que haveria mais além desta vida, já que ele era evangélico, ou se na verdade sabia mais que qualquer um de nós e por isso mesmo rezava todo dia ao amanhecer.

Sister Rose

Postado por Gysaaa_ às 08:07 0 comentários

Quase no meio daquele ano de 1997, conheci uma pessoinha que foi, para dizer o mínimo, uma das mais importantes na minha vida. E ainda é, embora já não a veja com tanta frequência (p.s: que raio! Agora com essa tal de reforma ortográfica nunca sei se ponho ou não trema e acento onde não precisa mais! Sei lá se já me adapto ou espero até 2012...)...
Minha mãe começou um rolo com um “senhor” chamado Nílton, amigo de nossos vizinhos e que de uns tempos para alí começou a visitá-los quase toda a semana... pois bem, minha mãe em seguida me disse que estava de namorico com ele, 20 anos mais velho e viúvo a seis meses. Mas deixou claro que ele tinha uma filha de 15 anos que ainda não poderia saber disso, então se viéssemos a ficar amigas, não era para eu abrir a boca.
Pois bem, conheci a Rose em uma linda tarde em que eu usava um belíssimo short verde-limão (o que mais tarde ela me confessou ter deixado-a com a impressão de que eu era uma retardada! A partir daí comecei a pensar que de repente meus colegas até tivessem motivos para rir de mim...)! hihi... mesmo me achando uma “looser” ela me tratou tri bem e eu simplesmente fiquei nas nuvens (fazia tanto tempo que ninguém do meu meio escolar me tratava bem...).
Adorei ela desde o início e contava os dias para que chegasse o fim de semana e eu pudesse vê-la de novo. Ela também se dava muito bem com a Deize, filha dos tais vizinhos que o seu Nílton era amigo, o que me dava uma sensação muito ruim – que mais tarde vim a descobrir se chamar “ciúme”. Mas também gostava da Deize e elas começaram a me levar para dar voltas com elas na rua.
Enquanto isso, minha mãe e o pai dela estavam cada vez mais “atracados”, só ela não percebia. Uma vez estávamos na casa da Tereza, minha antiga vizinha que era tri bagaceira e todo mundo da rua vivia na casa dela bebendo e brincando, enquanto os demais faziam um churrasco na casa do pai da Deize (até meus avós estavam lá), quando falei pra Rose que queria ir em casa pegar algo (não lembro mais o que era né, faz 12 anos!). Quando ela se virou, a Tereza me alertou que minha mãe e o pai dela estavam lá! Putz! Tentei voltar atrás, falei que não era urgente, mas ela disse que era pra gente ir logo. Quando estávamos no meio do pátio, apareceram os dois bem abraçados e ficaram com aquela cara de tacho! A Rose ficou surpresa, claro! Tinha acabado de perder a mãe, e o pai já saracoteando de novo, é compreensível...
Ela ficou de cara um tempo, mas durou pouco, acho que ela gostava da minha mãe. No fim eu fiquei tri faceira de poder dizer pra todo mundo que ela era minha irmã! Nos dávamos suuuuper bem...
Não demorou muito, minha mãe foi morar na casa deles, na Lomba do Pinheiro. Fiquei com os meus avós, mas ia pra lá de vez em quando. Dormia no quarto dela e foi aí que peguei uma mania que me acompanhou por muito tempo depois: ouvir o Love Songs e o Pega Leve, programas da rádio cidade. O primeiro tocava músicas de amor, dava recados de pessoas apaixonadas (e descornadas, categoria em que eu participei 3 anos após), contava histórias românticas e tal, e o segundo tocava músicas antigas e suaves toda a madrugada.
Fui passar lá minhas férias de verão. Era show! A Ro e eu conversávamos até alta madrugada e ela enchia meus cabelos de bobs!
Passamos o Natal com meus avós e seguimos para lá. No dia seguinte, à tarde, recebemos um telefonema que mudaria radicalmente minha vida, tão tranquila até então...

Bullying

Postado por Gysaaa_ às 08:06 0 comentários

Quando passei para a 5ª série, meu avô me matriculou num colégio particular, o Santa Tereza de Jesus (STJ).
Ansiosa por fazer novas amizades, acabei inventando uma vida nova pra mim, dizendo coisas incríveis e fantasiosas. Não demorou para o tiro sair pela culatra e eu ser taxada de pobre, mentirosa e caipira( puxava o “r” naquele tempo e quem me vestia eram os meus avós – até então eu nunca liguei para moda e coisas do tipo.).
Meus colegas e alunos de outras séries riam de mim e faziam brincadeiras de mau gosto, e não adiantava pedir para pararem ou reclamar para as diretoras. Comecei a andar com um pessoalzinho da 3ª série, a Paloma e uma outra garotinha que não recordo o nome. E a Janiene, da 7ª série, que não ligava para o que os outros diziam.
Até tinha umas gurias que tentavam se aproximar, a Giuliane, a Viviane e a Gabriela Pinheiro, mas tinha outras que andavam comigo só pra me zoar, como a Sílvia e a Marlova(com este nome, eu que devia zoar ela!).
Aquele ano foi um inferno. Detestava trabalhos em grupo porque eu sempre sobrava, e não conseguia mais prestar atenção nas aulas. Comecei a deixar as provas em branco e tirar zero em tudo, logo eu que nas etapas anteriores nunca tirava menos que 8. Lá a nota era dada por letras, mas logo percebi que I (insuficiente) também servia para “infeliz”, quanto mais se distanciava os MBs(muito bom) que tirei no inicio do ano.
Me apaixonei (será mesmo?) por dois garotos da sala. Primeiro foi o Lucas. Ele era uma gracinha, magrinho, cabelos pretos e cortado tipo chanel (mas não gay) e carinha de gurizinho. Apesar de saber que a Giuliane gostava um pouco dele não medi esforços para fazê-lo sentar ao meu lado na sala(sentávamos em duplas). Como ele não viria espontaneamente, falei com a professora Cláudia (de matemática e biologia) que a Sílvia conversava demais e que se eu sentasse com o Lucas melhoraria meu desempenho. Pois bem, ela resolveu fazer espelho-de-classe e colocou o Lucas ao meu lado. Ele detestou, é claro. Ficou se lamentando o 1º dia todo e nem olhava pra mim, mas eu nem ligava, tinha vencido. Depois de um tempo começamos a conversar e sei lá, nos demos bem. Acho que ele percebeu que apesar de eu ter a popularidade em alta (por um péssimo motivo) eu podia ser legal. Uma vez ele até me defendeu das piadinhas maldosa da Sílvia e da Marlova, que agora sentavam juntas e passavam a aula toda rindo de mim. Babacas! Acabou que o Lucas e eu começamos a conversar demais e a sora fez novo espelho-de-classe, desta vez para nos separar. Mas eu já nem estava mais dando bola para ele, apesar de ele ter sido bem legal. A bola da vez era o Bruno, que as gurias diziam que era estranho e tinha a cabeça quadrada, mas que era o palhaço da turma e eu sonhava em fazer parte da turma que andava com ele – os populares. Este nunca falou muito comigo, até me tratava melhor depois de um tempo, quando sentei com o Lucas, mas me anojei dele sozinha.
Tinha um garoto especialmente irritante chamado Tiago. Aquele ser não podia me ver que vinha atormentar, adorava se ver fazendo palhaçadas, o idiota. No começo ficava mau, com vergonha, depois parei de dar bola conforme as piadas iam ficando cada vez mais clichês.
Eu gostava muito da Giuliane e este era o ponto fraco em que a Silvia tocava quando queria me ferir. Uma vez ela estava me dizendo que iria falar para a Giu que eu tinha falado horrores dela e mais um monte de mentiras, fazendo ameaças claras em plena sala. Daqui a pouco chegou a Giuliane com a Viviane (que ouviu tudo e contou pra Giu, que era a melhor amiga dela) e deu uma “mijada” na Silvia. Nunca mais ela fez intrigas entre nós.
Conheci pessoas bem caricatas, como a Cristiane, uma loira enjoada com sobrenome difícil, com quem aprendi a palavra “patricinha”, e a melhor amiga dela, a Simone Thomé, que tambem era paty, mas bem menos arrogante e até simpática quando queria. Conversamos algum tempo, até fizemos um trabalho juntas se não me engano, mas acho que foi só pra mim ver que nem todo mundo era tã mal assim. Na verdade muitas meninas se aproximaram de mim naquela época, porque foi em 1997 que estourou a novela “ Chiquititas”, e todas éramos viciadas nela! Mas eu tinha muito mais material colecionável que elas, então ficavam perto de mim por causa disso. Até que montamos um fã-clube e elas resolveram juntar o material que cada uma tinha. Perdi muita coisa, e resolvi sair antes de extraviar mais...
Eu sempre fazia a feira-de-ciências do colégio com a Sílvia e era sempre um fracasso. Quando estavam preparando a última feira do ano (cuja nota eram os demais alunos da escola que davam e que pra minha antiga dupla sempre oscilava entre R (regular) e I, mas que agora definitivamente eu precisava dela pelo menos um B para não rodar) a Janiene e as pequenas da 3ª me aconselharam a fazer sozinha. Elas disseram que iriam me ajudar e até algumas gurias da minha sala colaboraram, como obviamente a Giuliane e a Gabi Pinheiro. A Janiene morava num apartamento ao lado do colégio e disse que me emprestaria uns bichinhos de plastico que ela tinha (o tema da feira era o ecossistema), que eu só precisava comprar uma folha de isopor para fazer a maquete e cola, erva de chimarrão (para fazer a grama), canetinha, cartolina e palitos de picolé(para as plaquinhas explicativas de cada ecossistema).
Combinamos uma manhã na biblioteca do colégio (estudávamos a tarde) e foram todas elas. Só pude montar a maquete até um pouco depois da metade, porque meu avô me esperava e eu não podia demorar. “tudo bem”, elas disseram, “a gente termina pra ti”. À tarde já era a feira e eu quase chorei ao ver a maquete perfeita quando elas me entragaram e me desejaram boa sorte.
A feira foi um sucesso e só recebi MB de todos os alunos. Mas o que me importava era que as meninas tinham se mobilizado para ajudar a “caipira pobre” num projeto que a salvaria de repetir de ano. Não salvou. Repeti em matemática. Meu primeiro grande fracasso escolar.
Também tirei proveito de tudo o que aconteceu naquele fatídico ano de 1997. Aprendi que não devemos destratar as pessoas por elas serem diferentes, e senti isso na pele, por isso nunca repeti tamanho erro. Também aprendi a separar pessoas individualmente, sem integrá-las somente num grupo. E aprendi anos mais tarde que as pessoas que me maltratavam sofrem de uma doença chamada bullying, e hoje realmente tento esquecer tudo pelo que passei. Aprendi que crianças podem ser cruéis se quiserem. Aprendi que é nessa fase em que precisamos de uma boa estrutura familiar e social, pois é justamente ai que estamos moldando nosso caráter (tenho dó de certas pessoas daquela época, certamente hoje elas têm um caráter fraco demais para perceberem o quanto estavam erradas). Entendi que temos que ser sempre nós mesmos, independente do meio social em que nos encontramos, porque se formos tentar ser outra pessoa, essa nova personalidade pode não ser bem aceita, e ai você será discriminado por alguém que nem vale a pena, que na verdade nem existe. Só não entendi porque Deus resolveu tirar meu avô de mim justamente quando mais eu precisava dele, e ainda mais no fim daquele ano em que o decepcionei, jogando fora todo o tempo e o dinheiro que ele investiu em mim naquele 1997.

Uma Pequena Leitora

Postado por Gysaaa_ às 08:05 0 comentários

Meu avô sempre me incentivou à leitura, principalmente quando a filha da nossa vizinha, dona Olga, foi morar no pátio com os filhos adotivos. A casa dos fundos era ao lado da nossa e em pouco tempo eu era frequentadora assídua da casa da Lídia. A filha do meio dela era mais nova que eu, mas adorava brincar com ela. Se chamava Dilca e, assim como os outros dois, era filha adotiva. Ela tinha um monte de brinquedos e uma sala repleta de livros. Sala que hoje é meu sonho ter na minha futura casa.
Toda a semana ela me emprestava dois livros para ler. Eu esperava anciosa terminar aqueles para pegar os próximos, e ainda nem sabia ler direito, estava recém aprendendo com a Rosângela, minha vizinha que tinha feito magistério mas que lecionava só pra mim.
Até hoje aquelas tardes em que ficava lendo os livros da Lídia se refletem em mim. Sou uma leitora assídua, leio de tudo, de Stephenie Meyer a Dostoiévski, e este é o único sentido de minha vida em que sou totalmente satisfeita.

As Namoradas do Meu Pai; Os namorados da Minha Mãe.

Postado por Gysaaa_ às 08:04 0 comentários

Nunca tive muito problema com esta questão, apesar de descobrir que após a separação os pais têm que aproveitar todo o tempo perdido durante o casamento. Ou não. Bem, os meus queriam...
Nunca soube quem foi o mais pegador naquela época, acho que dava empate técnico, mas sempre tive orgulho de saber que eles confiavam em mim a ponto de me apresentarem todos os seus novos relacionamentos (dizem eles). O problema era na hora que precisava deletar um nome e substituí-lo por outro, o que acontecia de tempos em tempos, tipo, a cada semana ou no máximo 1 mês (tá, brincadeira, mãe.)
Os namors da minha mãe sempre foram gente fina, exceto um tal “kinder-ovo”(não me pergunte porque este apelido) que não fedia e não cheirava. Os que mais gostei foram o Alexis, que além de ter sido muito legal pra mim tinha uma filha que era um pouco mais nova que eu e com quem eu adorava brincar (encontrei ela novamente quando estava na 7ª série, estudávamos no mesmo colégio – a vida é feita mesmo de encontros e desencontros sem fim), a Daiane. Adorava toda a familia dele, com quem tínhamos frequente contato. Fiquei bem triste quando eles romperam, mas tudo bem, criança se acostuma rápido... o outro com quem me dei muito bem era o César, foi o 3º marido de minha (que é que tem? Minha mãe gosta de viver intensamente...!) e seu primeiro namorado na época do colégio. Se reencontraram 24 anos depois, graças a ajuda de um ex-namorado meu que o procurou a pedido dela. Tinha tudo para ser um conto-de-fadas, mas minha mãe não é o possamos chamar de uma pessoa fácil e o jeito quietão do César não ajudou. Ela diz que ele traiu ela, ele jura que não. A verdade é que por ela achar que estava sendo traída, traiu ele com aquele que viria a ser seu último marido – até o momento- e que com certeza detesto muito mais que qualquer um, até mais que o senhor Nilton, que foi o 2° marido dela e que achava não haver pessoa pior no mundo. Mas há. E o nome dele é Leonardo. Um psicopata. Sargento aposentado, ameaçava ela de morte todos os dias com o maldito revólver dele, ofendia com palavras e agredia moralmente. Nesta época eu me encomodei muito, e faz apenas alguns poucos meses que nos livramos deste monstro – só não posso contar onde escondemos o corpo (brincadeira!). As vezes tenho a impressão de que ela ainda gosta dele, e sinto muita raiva, mas tento ser compreensiva e sendo mulher sei que costumamos agir mais pela emoção do que pela razão, apesar de que é dificil entender este caso... mas enfim, falei demais desse assunto que nem deveria render história...
Claro, não posso esquecer do seu Nilton, mais conhecido entre os meus como “o véio”. Alvo de meus espraguejos e ódio contido na minha pré-adolescência, ele ao menos tinha algo de bom para me oferecer, apesar de ser grosso e eu ter preferido nunca conhecê-lo: a Rose, de quem falarei muuuuuito durante esta história. A filha do meio dele, 4 anos mais velha que eu, foi a peça mais importante de muitos casos que aqui serão relatados (nossa, essa frase tem um quê daquele extinto programa da glob o “linha direta”. Vai dizer!?), e é testemunha chave de muitas situações, algumas cômicas, outras nem tanto (como a minha depressão aos 13 anos), mas sempre importante o suficiente para que eu a chame de irmã pro resto da minha vida! Que embora não de sangue, de coração, e esse laço sim é o que mais importa!
De meu pai não tenho muito a falar. Só teve 3 namoradas que me marcaram. Uma garotinha podreira chamada Karen, que comia meus danoninhos e tinha ciume de mim (eu tinha pouco mais de 5 anos!), a Giane (será esse mesmo o nome? Não lembro bem, vou ter que perguntar pra ele...) que era uma mulher muito legal mas que durou apenas um piscar de olhos e a Eliane, esposa dele hoje e mãe dos meus dois irmãos, um deles de 14 anos e que é especialmente parecido comigo quando o assunto é sentimento! (recado: Júnior, vai na manha pra ti não ter que amadurecer na marra como eu e não sofrer cedo demais, também como eu...).
A Eliane me tratava como filha, foi ela quem me explicou, com a maior paciência do mundo, sobre sexo, menstruação e homens. Bem, a parte dos homens eu ainda não entendi muito bem, mas aos 8 anos era expert em sexualidade e suas atribuições. Mazááááá!!! Mais detalhes se fazem desnecessários sobre a “Nany”, já que ela fará parte de toda esta história também. 

domingo, 18 de dezembro de 2011

A Primeira Escola

Postado por Gysaaa_ às 20:05 0 comentários

Entrei no colégio já sabendo ler e escrever e depois que me habituei àquele novo lugar era uma diversão! No começo ficava com medo daquelas crianças baderneiras e gritonas, imagina! Eu só aconhecia a Aline, que era quieta como eu e meus primos que, bem, eram meus primos e eu já estava acostumada a eles! E eu ficava sozinha no colégio, sem ninguém para me paparicar... sempre que a professora saía eu ia pra porta e esperava ela entrar para voltar para minha carteira. Mania essa que trouxe do jardim de infância (que cursei no colégio Anita Garibaldo), e que me proporcionou meu primeiro acidente estudantil: a “tia” Marisa havia dado uma saída e eu, claro, fui correndo pra porta. Acontece que meus colegas todos vieram atrás de mim e alguém acabou me empurrando, dei de boca no pilar e rasgou minha gengiva de fora-à-fora! Nossa, foi tri emocionante... hihihi
A profe da primeira série era bem diferente da tia Marisa, do pré. Ela era chata pra caramba! Ops, escapou! Acho que ela não curtia com a minha cara, mas eu também não ia muito com a dela, e aquilo até me encomodava um bocado naquele tempo, mas hoje vejo que estávamos quites. E se um dia ela ler isso – o que duvido - saiba que não foi com a senhora que eu aprendi a ler, viu professora Cláudia! Foi com a minha vizinha Rosângela e ela ensinava muito melhor que tu!!! Nossa, ás vezes sei ser cruel... hehe
Até a quarta série estudei no mesmo colégio, que ficava perto de casa e onde no começo meu avô me levava de carro, mas a partir da 3ª série comecei a ir de ônibus com a Aline – independência! Foi ali que conheci pessoas que me acompanharam por muito tempo. A Sharon, a Michele morena, a outra Michele e a irmã dela Helen ( que eram filhas de uma amiga da minha mãe e cuja casa eu vivia indo para escutar o último LP ( nossa!) de Sandy e Junior, a Paula, os gêmeos Luciane e o Luciano – mais tarde conhecido apenas por Lôlo e pelas atividades ilícitas que praticava, mas que não impedia as garotas de babarem por ele - inclusive eu!, a Renata que era amiga do primeiro gurizinho que gostei... ah é, já ia me esquecendo... o Alex! Um menino baixinho, cabelos pretos e olhos arregalados, que na verdade se chamava Alexsander e era esquisito pra cacete, mas tinha muitas gurias que achavam ele uma gracinha e eu não podia ficar para trás, né?! Eram cenas patéticas aquelas em tentávamos chamar a atenção dele, gritávamos descontroladamente quando ele estava perto para ver para quem ele olharia! Nossa, criança é capaz de cada coisa! Ele morava na frente do colégio e ás vezes íamos pra frente da rua que dava na casa dele fazer alvoroço. Uma vez tomamos uma chingada da mãe dele, que até tinha muita paciência com o bando de pentelhas que ficava atrás do filho dela...
Mas isso passou, como tudo passa na vida das pessoas (nossa, isso foi profundo!). Depois dele vieram muitos outros dos quais nem me lembro o nome! Apenas “introduções” de grandes amores platônicos que tive um pouco mais tarde...
Mas apesar de conhecer muitas pessoas, andávamos sempre no mesmo grupinho: Aline, Sharon, Michele morena e eu! O coléginho ficava no pátio da igreja e era em volta dela que corríamos quando brincávamos de pega-pega e “fita” – nooooossa, quem se lembra desta? Aquela do anjinho e do diabinho, onde eu sempre chorava quando levava “agulhadas” nas palmas das mãos. Também era atrás dela que brincávamos de esconde-esconde e onde tinha um portão velho enferrujado onde nos agarrávamos e uma de nós descia aquilo até o chão com as outras penduradas, até que um dia aquilo caiu por cima de nós e ficamos de “mau” com nosso brinquedo e nunca mais o procuramos. Também era atrás da igreja que tinha uma casa onde vivia um peru, íamos pelo menos uma vez no dia na frente da casa gritar pra ele fazer aquele glu-glu-glu que a gente achava o máximo. Hoje o máximo é lembrar de nós gritando na frente da casa do coitado do dono do peru! Provavelmente meu primeiro “paga – vale!”...
Foi nesse colégio que tive a primeira professora memorável da minha vida, a “sora” Teresinha. Na 3ª série ela falava sobre sexualidade com a gente e dava trabalhinhos fantásticos para fazer, amava as aulas dela! Fiquei muito triste quando no ano seguinte soube que não seria mais ela nossa professora – e sim uma outra, cujo nome não me recordo ( lembrei! Era Beatriz...) mas que era mãe da Raquel, que veio a ser minha professora de matemática na 5ª ou 6ª série, já em outro colégio(cujas recordações são beeeeem melhores...)
Mas o colégio Luis Gama foi um marco. As festas juninas, as filas para cantar o Hino Nacional na semana da bandeira da Bandeira (eu adorava porque sabia o Hino de cór e adorava mostrar, sempre era elogiada pelas professoras), a correria na educação física, as tias da merenda (que nunca comia) como a tia Maria – que até hoje me reconhece - e uma outra moreninha que não recordo o nome, a Mara que era da secretaria e com quem tentei desvendar minha primeira crise de existência (perguntei uma vez no recreio o que nós éramos na verdade e o que fazíamos neste mundo tão grande – nossa, eu já era um gênio!), a diretora Júlia, a famosa beiço-de-cavalo, odiada por todos – e por mim também, claro (obs: foi neste colégio que aprendi o significado da expressão “maria-vai-com-as-outras”, hehe), o velório de um tiozinho que foi feito na casinha onde ficavam as tias da faxina e onde comemorávamos as festas juninas (corria o boato que deixaram o caixão em cima da mesma mesa onde colocavam os pratinhos de doces e salgados das nossas festinhas!), nossa aquilo foi noticiado de boca em boca(dos 6 aos 10 anos muito bem informadas) e voltava sempre com mais detalhes, um mais bizarro que o outro.
Muitas lembranças boas e engraçadas (fora as da professora Cláudia!) que tenho que parar de contar porque senão em vez da história da minha vida, terei que escrever um outro livro chamado “as memórias do antigo colégio Luis Gama”.
E foi assim que terminei a 4ª série.
Hei, agora me lembrei daquela outra história que... ah, deixa pra lá...
P.S: se alguém daquele tempo ler isso, me procure por obséquio, tenho tanto para relembrar...
Fim do 2° ato.

INFÂNCIA: A Princesinha

Postado por Gysaaa_ às 20:01 0 comentários
Minha infância foi quase perfeita. Digo “quase” porque era algo bem doloroso o esquema da separação de meus pais. Meu pai me buscava a cada 15 dias para passar o fim de semana comigo e eu nunca queria voltar para casa. Muitas vezes lembro de ter proposto fugirmos pra nunca mais voltar, mas em seguida lembrava dos meus avós e voltava à realidade. Não que isso me fizesse muito compreensiva. Teve uma época em que eu estava bem revoltada (não devia ter mais que 6 ou 7 anos), e ao retornar para casa não cumprimentava ninguém e ficava emburrada em um canto. Acho que nestes dias fiz meus avós e minha mãe sofrerem bastante.
O que mais gostava era de ir para a casa da vó Maria, mãe do meu pai. Lá encontrava meus primos e era uma festa! Os que eu mais gostava eram a Eliane, a Wânia e o Wanderson. Mas tinha 2 que eram minha vida e que só conseguia ver quando meu pai ou meus tios me levavam a um municipio chamado Nova Santa Rita, que fica localizado próximo a Canoas: a Elidiane – Lidi - e o Peterson – Pet. Nossa, minhas melhores lembranças foram certamente as que passei naquele pequeno fim-de-mundo!
Mas em casa também era ótimo. Eu era a princesinha dos meus avós, reinava absoluta naquele espaço, que faz pouco tempo deixou de ser nosso –minha mãe trocou-o por uma casa mais próxima da “civilização”.
Era um sítio – gigante para mim - onde me criei sozinha, sem criança nenhuma para dividir atenção ou espaço. Meus avós me davam de tudo do bom e do melhor. Faziam rancho – e era O Rancho!- todo sábado e sempre vinha recheado de coisas para mim: bolachinha recheada, salgadinho, bala, chiclete, brinquedos... Claro, sempre ia junto e pedia para meu avô me dar um monte de besteiras – e ele me dava!
Tinha uma vizinha quase da minha idade, a Aline, com quem eu brincava muito. Ora na casa dela, ora na minha, inventávamos brincadeiras que até Deus duvida! Era uma diversão à parte, já que também éramos colegas de aula e embora andássemos sempre juntas, vivíamos brigando. Coisas de criança... hoje a Aline já é mãe de duas menininhas...

Pílulas.

Postado por Gysaaa_ às 19:57 0 comentários
As palavras ferem; as palavras vivem; tecem segredos; seduzem a alma; desnudam a verdade; mascaram a mentira; sim, algumas palavras revelam o passado; encobrem o futuro; provocam o ciúme; declaram o amor; gritam insanidades; rezam com fé palavras de oração; inspiradas cantam palavras de uma canção; tantas benditas; todas elas ditas; fritas ou cozidas; há as traiçoeiras; outras fiéis; companheiras; valerá um poema se não existirem?; algumas poucas palavras?

Então um dia, num lugar assim, nasceu uma menina que mudou o mundo...”


Retirei esta frase do livro Thiago de Moraes Gonzaga – histórias de uma vida urgente, onde conta a história do garoto que deu origem à fundação que conscientiza os jovens a não misturarem bebida com direção e que leva seu nome, da qual sou voluntária. Embora não tenha uma história como a do Thiago e a importância que ele representa (mais uma vítima da inconsequência juvenil), eu acho que mudei “alguns mundos” sim, a começar pelo de meus pais.
Minha estréia neste mundo se deu no dia 15 de fevereiro de 1986, numa cidade do interior gaucho chamada Santa Rosa (sim, a “terra” da Xuxa – passei minha vida inteira ouvindo isso... afff). Mas em seguida meus pais voltaram para Porto Alegre, que até hoje é meu lar e que considero a melhor cidade do mundo (bem dizem que os gaúchos são ufanistas!!!)!
Minha mãe tinha 25 anos e meu pai também(eu acho), e desta época não tenho muitas recordações, mas sei que até meus 5 anos(idade com que começamos a lembrar mais nitidamente dos fatos) nos mudávamos muito, o que devia ser muito cansativo – mais para minha mãe do que para mim!, e tenho breves flashs de memória onde vejo um casal brigando e objetos voando, mas nada claro demais... Deus foi sábio quando resolveu que as crianças começariam a armazenar memórias após os 5, 6 anos. Alguns eventos antes disso podem ser traumáticos!
O que importa é que logo eles se separaram e fui morar na casa do meu avô, com minha mãe. Bem, meus avós (nossa, que saudade!) cuidaram de mim para que minha mãe voltasse a estudar e assim assumiram minha instrução. Souberam me educar como ninguém, hoje sou muito grata pela boa educação que me deram. Minha avó era um pouquinho – só um pouquinho- histérica... adorava gritar e puxar minhas orelhas. Hoje isso me é motivo de boas lembranças, quase cômicas. Enfermeira aposentada continuava em exercício, acredito que por amor ao próximo. Veio a falecer justamente no hospital onde dedicou a maior parte de sua vida (desde os 14 anos), e de onde só parou de frequentar como auxiliar de enfermagem para estar como paciente, vítima de câncer de mama. Meu avô era um ser fora do normal. Era a educação e descrição em pessoa. Nunca me chamava a atenção na frente de visitas e não me recordo de um tapa ou puxão de orelha que tenha vindo dele. Sua maneira de educar era através das palavras. “Conversando a gente se entende”, ele dizia. Sou exatamente como ele. Era uma pessoa extremamente querida pelos vizinhos, muito prestativo, pau-pra-toda-obra. Tinha um fusca com que sempre colaborava quando o assunto era hospital ou colégio, e como policial aposentado impunha certo respeito. Ambos são, até hoje, meu exemplo como ser humano. Faz-se desnecessário mais comentários...

Agradecimentos

Postado por Gysaaa_ às 19:52 0 comentários
"Sabe, eu acho que não sei fechar ciclos, colocar pontos finais. Comigo são sempre virgulas, aspas, reticências… eu vou gostando… eu vou cuidando, eu vou desculpando, eu vou superando, eu vou compreendendo, eu vou relevando, eu vou… e continuo indo, assim, desse jeito, sem virar páginas, sem colocar pontos…"

AGRADECIMENTOS

À minha filha Mellyssa, por me dar a oportunidade de um amadurecimento que me impediu de ser mais uma jovem cabeça-oca.
Aos próximos que virão, pelas alegrias futuras que darão um novo livro.
Aos meus pais, que estão aí e não me deixam mentir.
Ao Vinícius, pela certeza de que ele não se importará por eu recordar amores passados, e por ser ele o maior e mais gratificante de todos.
Aos meus amigos, pela paciência e compreensão e por andarem sempre ao meu lado, embora nem sempre fisicamente, mas pela certeza de tê-los comigo a todo instante.
À todos que participaram (e continuam participando) da minha vida de alguma forma, pelo bem ou pelo mal, pois com certeza aprendi alguma coisa com cada um que passou pelo meu caminho.
À mim mesma, por ter uma vida tão interessante a ponto de querer contá-la num livro, e pela pretensão de que uma loucura dessas valha alguma coisa.

Deus me ajude.

"Apanhe todos os pedaços que você perdeu nessas andanças e venha."

Postado por Gysaaa_ às 19:44 0 comentários
Lembranças para mim; Para a Mel, conselhos.
Me chamo Gisele. Tenho 25 anos. E daí? Bem, de fato, isso não importa. Sou alguém como você, com defeitos e qualidades, sempre em busca do melhor, e com a ideia maluca de deixar por escrito esta minha vida, para que sirva de alicerce pro futuro da minha filha. Será mesmo? Sim, com certeza. Mas também é um projeto que vem de longa data, e que agora me permito pôr em prática. Porque eu quero, pra mim. Sem desculpas.
Sou apegada ao passado, acredito que tudo o que nos tornamos, está diretamente ligado à tudo aquilo que passamos e vivemos. Portanto, passado não é exatamente passado. Não para mim. E acho que para compreender o presente, faz-se necessário olhar para trás, analisar tudo o que passou e entender as coisas como elas são, imparcialmente. Colocar isto no papel (ou, neste caso, em um blog) facilita o trabalho, e também resolve o assunto de deixar minhas memórias para a minha Mellyssa. Como disse Machado de Assis em Memórias Póstumas de Brás Cubas, quero atar as pontas da minha vida. Aos 25 anos? É... Quanto antes começar, melhor. Há muita coisa...
Aqui me abrirei e colocarei tudo o que me sufoca, tudo o que me fez feliz, triste, tudo o que me amadureceu, tudo o que colaborou com o meu presente.
Vamos lá??

"Acho que fiz tudo do jeito melhor, meio torto, talvez, mas tenho tentado da maneira mais bonita que sei.."  Caio Fernando Abreu
 

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